Da entrevista com Reid Hoffman, fundador e CEO do LinkedIn, uma pergunta não quer calar:
Se poucos planos de negócios teem sucesso da forma que seus autores pensaram, para que os planos de negócios realmente valem?
(qual é a sua opinião?)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O óbvio que não é óbvio
O que é "óbvio"?
Quando um vendedor de software diz que a maior dificuldade que ele tem para vender é "convencer o cliente de coisas óbvias do meu software", a pergunta seria:
- "que coisas óbvias"?
O óbvio muda de pessoa para pessoa, é parente direto da nossa formação, cultura e experiência. O seu óbvio pode não ser o meu, o do vendedor pode não ser o do cliente. O conceito da obviedade é subjetivo. E, inconscientemente ou não, é também até manipulativo, porque indica um suposto conhecimento adicional de quem o emprega (se é óbvio, porque o outro não o entende?).
Quais são então as dificuldades que o próprio vendedor (e não o cliente) pode estar gerando para a venda?
Ao falar "convencer o cliente de coisas óbvias do meu software", o vendedor pode estar esquecendo de dois princípios básicos da relação de confiança que constrói a venda:
- quando tentamos convencer, usamos a formatação e esquecemos de, efetivamente, ajudar o cliente a chegar até à decisão de compra;
- quando acreditamos em "coisas óbvias" (que coisas?) e exigimos que o cliente as conheçam previamente, não assumimos o papel de educador que, em essência, nos ajuda a ajudar o cliente a comprar..
Quando um vendedor de software diz que a maior dificuldade que ele tem para vender é "convencer o cliente de coisas óbvias do meu software", a pergunta seria:
- "que coisas óbvias"?
O óbvio muda de pessoa para pessoa, é parente direto da nossa formação, cultura e experiência. O seu óbvio pode não ser o meu, o do vendedor pode não ser o do cliente. O conceito da obviedade é subjetivo. E, inconscientemente ou não, é também até manipulativo, porque indica um suposto conhecimento adicional de quem o emprega (se é óbvio, porque o outro não o entende?).
Quais são então as dificuldades que o próprio vendedor (e não o cliente) pode estar gerando para a venda?
Ao falar "convencer o cliente de coisas óbvias do meu software", o vendedor pode estar esquecendo de dois princípios básicos da relação de confiança que constrói a venda:
- quando tentamos convencer, usamos a formatação e esquecemos de, efetivamente, ajudar o cliente a chegar até à decisão de compra;
- quando acreditamos em "coisas óbvias" (que coisas?) e exigimos que o cliente as conheçam previamente, não assumimos o papel de educador que, em essência, nos ajuda a ajudar o cliente a comprar..
| Já viveu isso? |
quinta-feira, 23 de abril de 2009
2 destinos, várias repetições
2 profissionais estão comentando o fato que estarão sendo realocados em breve.
O primeiro diz:
-2 muito bons profissionais estarão nos substituindo aqui porque fomos realocados. Eles teem muita experiência e os clientes estarão muito bem servidos com eles. Mais até do que hoje..
O segundo se dirige a outro grupo e emenda:
- eu não sei como vai ficar o atendimento aos clientes, os horários, os produtos. Não sei de nada. Espero que o melhor aconteça para mim. Agora só me resta esperar, mas já estou falando com o concorrente B. Eles são muito organizados..
Presencio a cena à distância. Os dois são considerados bons técnicos, mas o primeiro tem uma enorme vantagem: inteligência emocional, objetividade e capacidade de olhar através dos olhos dos demais (clientes principalmente!). Não é à toa que estará sendo realocado: a empresa vai promovê-lo num futuro próximo.
Já o segundo.. É carente, amargo. A técnica perde para o ressentimento. A velada obsessão pela atenção e a incapacidade para contribuir positivamente para o bom ambiente na empresa o fazem querer gerar discórdia (vingança?) e, pior, o prendem à posição onde está. Naquela empresa ou fora dela... Sim, porque comportamentos como o dele geram ciclos e cenários que se repetem. Quantas vezes ele passará por aquilo?
Só ele não parece ver as repetições. Quisera ajudá-lo...
O primeiro diz:
-2 muito bons profissionais estarão nos substituindo aqui porque fomos realocados. Eles teem muita experiência e os clientes estarão muito bem servidos com eles. Mais até do que hoje..
O segundo se dirige a outro grupo e emenda:
- eu não sei como vai ficar o atendimento aos clientes, os horários, os produtos. Não sei de nada. Espero que o melhor aconteça para mim. Agora só me resta esperar, mas já estou falando com o concorrente B. Eles são muito organizados..
Presencio a cena à distância. Os dois são considerados bons técnicos, mas o primeiro tem uma enorme vantagem: inteligência emocional, objetividade e capacidade de olhar através dos olhos dos demais (clientes principalmente!). Não é à toa que estará sendo realocado: a empresa vai promovê-lo num futuro próximo.
Já o segundo.. É carente, amargo. A técnica perde para o ressentimento. A velada obsessão pela atenção e a incapacidade para contribuir positivamente para o bom ambiente na empresa o fazem querer gerar discórdia (vingança?) e, pior, o prendem à posição onde está. Naquela empresa ou fora dela... Sim, porque comportamentos como o dele geram ciclos e cenários que se repetem. Quantas vezes ele passará por aquilo?
Só ele não parece ver as repetições. Quisera ajudá-lo...
| Já viveu isso? |
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Próximo porque quer
Há 2 maneiras de tratar o cliente:
1- instruir para a independência
2- não instruir para forçar uma dependência
Na opção 1, nós nos preparamos para dar ao cliente o que ele precisará de informação e treinamento à frente do tempo, antes da necessidade. As fontes de informação são claras e disponíveis, não há camadas intermediárias nem gargalos no atendimento e o cliente sente confiança na disponibilidade e no nível do serviço.
Na opção 2, as empresas exigem que o cliente entre em contato todas as vezes que tiver uma dúvida ou necessidade. Camadas intermediárias entre cliente e objeto se sobrepõem: o cliente não sabe onde encontrar a informação e o atendimento é feito por várias pessoas. Todo atendimento exige que o cliente gaste um bom tempo colocando o atendente a par do seu objetivo, necessidade ou problema, às vezes até mais tempo do que ele precisaria para receber a infomação desejada.
O que intriga é o porquê de uma empresa optar pela opção 2. Não vê que o cliente se sentirá impaciente pela falta de informação e resposta e ocupará seu pessoal gerando mais custos para a sua empresa? Não vê que o custo de treinamento seria menor do que o custo de suporte? Não vê ainda que fazendo assim poderá estar gerando custos indiretos e de oportunidade para o cliente e impactos negativos para uma relação duradoura de confiança? (sem falar no impacto nas vendas futuras..)
Ajudar o cliente a comprar e a se manter nosso cliente é nossa responsabilidade. Quanto mais satisfeito, instruído e independente ele for no que provemos para ele, mais próximo ele estará de nós. Não porque precisa, mas porque quer...
1- instruir para a independência
2- não instruir para forçar uma dependência
Na opção 1, nós nos preparamos para dar ao cliente o que ele precisará de informação e treinamento à frente do tempo, antes da necessidade. As fontes de informação são claras e disponíveis, não há camadas intermediárias nem gargalos no atendimento e o cliente sente confiança na disponibilidade e no nível do serviço.
Na opção 2, as empresas exigem que o cliente entre em contato todas as vezes que tiver uma dúvida ou necessidade. Camadas intermediárias entre cliente e objeto se sobrepõem: o cliente não sabe onde encontrar a informação e o atendimento é feito por várias pessoas. Todo atendimento exige que o cliente gaste um bom tempo colocando o atendente a par do seu objetivo, necessidade ou problema, às vezes até mais tempo do que ele precisaria para receber a infomação desejada.
O que intriga é o porquê de uma empresa optar pela opção 2. Não vê que o cliente se sentirá impaciente pela falta de informação e resposta e ocupará seu pessoal gerando mais custos para a sua empresa? Não vê que o custo de treinamento seria menor do que o custo de suporte? Não vê ainda que fazendo assim poderá estar gerando custos indiretos e de oportunidade para o cliente e impactos negativos para uma relação duradoura de confiança? (sem falar no impacto nas vendas futuras..)
Ajudar o cliente a comprar e a se manter nosso cliente é nossa responsabilidade. Quanto mais satisfeito, instruído e independente ele for no que provemos para ele, mais próximo ele estará de nós. Não porque precisa, mas porque quer...
| Já viveu isso? |
terça-feira, 21 de abril de 2009
A beleza que não se via
Todos nós gostamos de ser completamente surpreendidos. E nas raras e verdadeiras vezes que isso acontece, a surpresa dá lugar à pura emoção.
Quase 40 millhões de pessoas já viram Susan Boyle no YouTube até o momento. Prepare-se para se emocionar. Há 10 dias, em frente a uma audiência cínica e crítica num programa de TV na Inglaterra, e contra todas as expectativas, ela conquistou a todos os que a ouviram logo na primeira estrofe da canção "I dreamed a dream", de Les Miserables.
"Now life has killed the dream I dreamed".. Não mais, Susan Boyle. Todas as portas estarão agora abertas para você! (grande lição para todos..)
Quase 40 millhões de pessoas já viram Susan Boyle no YouTube até o momento. Prepare-se para se emocionar. Há 10 dias, em frente a uma audiência cínica e crítica num programa de TV na Inglaterra, e contra todas as expectativas, ela conquistou a todos os que a ouviram logo na primeira estrofe da canção "I dreamed a dream", de Les Miserables.
"Now life has killed the dream I dreamed".. Não mais, Susan Boyle. Todas as portas estarão agora abertas para você! (grande lição para todos..)
| Já viveu isso? |
sábado, 18 de abril de 2009
Somos uma república de software
"Nós somos repúblicas de software, de aviões a jato.." Ao ouvir o chanceler Celso Amorim falar ao Jornal Nacional durante a Cúpula das Américas 2009 que as repúblicas da América Latina tinham superado o estigma de "repúblicas das bananas" e evoluído para alta tecnologia - e a referência era clara à realidade do Brasil, maior expoente do continente -, pensei no tanto que vivemos e trabalhamos há mais de 20 anos para criar e formar a indústria de software no Brasil.
Lembrei dos tantos que sonharam, se endividaram, acreditaram, se frustraram, passaram.. e também dos tantos que sobreviveram, geraram descendentes e se multiplicaram no caminho...
Lembrei das incertezas, dos descaminhos, dos erros, dos aprendizados pela tentativa e erro, das lutas, das dificuldades, dos custos, das noites em claro.. e pensei no quanto é mais fácil trabalhar "hoje" numa indústria que passa a ser reconhecida interna e globalmente pela competência e seriedade do "nosso" trabalho.
Sem o trabalho e visão de futuro de tantos a partir de lá atrás, não seríamos hoje uma república de software - e sei que isso é só o começo do reconhecimento pelo que fazemos/faremos pelo nosso país..
Lembrei dos tantos que sonharam, se endividaram, acreditaram, se frustraram, passaram.. e também dos tantos que sobreviveram, geraram descendentes e se multiplicaram no caminho...
Lembrei das incertezas, dos descaminhos, dos erros, dos aprendizados pela tentativa e erro, das lutas, das dificuldades, dos custos, das noites em claro.. e pensei no quanto é mais fácil trabalhar "hoje" numa indústria que passa a ser reconhecida interna e globalmente pela competência e seriedade do "nosso" trabalho.
Sem o trabalho e visão de futuro de tantos a partir de lá atrás, não seríamos hoje uma república de software - e sei que isso é só o começo do reconhecimento pelo que fazemos/faremos pelo nosso país..
| Já viveu isso? |
quinta-feira, 16 de abril de 2009
TI continua crescendo
“Executivos reconhecem que a contribuição de TI no desempenho econômico se extende além da gerência de gastos e esperam que TI exerça um papel na redução dos custos das empresas, não somente com cortes nos custos mas também mudando processos organizacionais, práticas de trabalho e usos da informação.”
Este é um dos resultados da pesquisa"Meeting the Challenge: The 2009 CIO Agenda" feita pela Gartner com 1.527 CIOs de 48 países e 30 indústrias, responsáveis por $138 bilhões em compras de TI.
Ainda sobre a pesquisa, vejam artigo que mostra mais boas previsões para a América Latina ("somente o mercado de software deve registrar um salto para US$ 9,6 bilhões, contra os US$ 5,4 bilhões apresentados em 2007") , com destaque para algumas empresas brasileiras de software e serviços.
Este é um dos resultados da pesquisa"Meeting the Challenge: The 2009 CIO Agenda" feita pela Gartner com 1.527 CIOs de 48 países e 30 indústrias, responsáveis por $138 bilhões em compras de TI.
Ainda sobre a pesquisa, vejam artigo que mostra mais boas previsões para a América Latina ("somente o mercado de software deve registrar um salto para US$ 9,6 bilhões, contra os US$ 5,4 bilhões apresentados em 2007") , com destaque para algumas empresas brasileiras de software e serviços.
| Já viveu isso? |
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Liderando mudanças
No clássico artigo "Leading Change", John Kotter mostra os 8 estágios necessários para liderar o esforço das mudanças, incluindo as ações necessárias e as armadilhas a evitar em cada estágio, como segue traduzido:
"Estágio 1: "Estabeleça um senso de urgência"
Ações necessárias: avalie ameaças e oportunidades de mercado e tenha 75% dos seus executivos conscientes de que o status quo é mais perigoso do que o desconhecido
Armadilhas: subestimar a tendência das pessoas de ficarem em suas áreas de conforto, imóveis pelo medo dos possíveis riscos
Estágio 2: "Forme uma poderosa coalisão de frente"
Ações necessárias: reúna um grupo comprometido que tenha influência para liderar o processo da mudança e encorage-os a trabalhar realmente em grupo (e fora da hierarquia tradicional da empresa)
Armadilhas: não conseguir que a equipe de coalisão trabalhe em grupo e indicar para a liderança alguém que não é um executivo senior (em outras palavras: gerentes de RH, qualidade ou planejamento não são os mais indicados para a liderança do grupo)
Estágio 3: " Crie uma visão"
Ações necessárias: crie a visão de futuro que dirigirá o esforço da mudança e desenvolva estratégias para torná-la real
Armadilhas: apresentar uma visão que é complicada ou vaga demais para ser entendida por todos
Estágio 4: "Comunique a visão"
Ações necessárias: use múltiplas mídias e ensine novos comportamentos a partir do exemplo do grupo de coalisão e liderança para a mudança
Armadilhas: não comunicar a visão o suficiente para todos e ter líderes que não se comportam de acordo com a visão de mudança
Estágio 5: "Dê poder às pessoas para agir na visão"
Ações necessárias: altere estruturas ou sistemas que não estão alinhados com a visão e encorage idéias, atividades e ações inovadoras
Armadilhas: não remover as pessoas que resistem ao esforço de mudança
Estágio 6: "Planeje e crie rápidas vitórias"
Ações necessárias: trabalhe para mostrar rápidas melhorias de desempenho e reconheça e recompense funcionários que contribuíram para essas melhorias
Armadilhas: deixar os sucessos ao acaso e não gerar histórias de sucesso nos primeiros 12 a 24 meses do esforço da mudança
Estágio 7: "Consolide as melhorias e produza mais mudanças"
Ações necessárias: use a credibilidade adquirida a partir dos primeiros sucessos para mudar mais políticas, estruturas e sistemas que não estão alinhados com a visão de mudança; empregue, promova e capacite funcionários que podem ser agentes multiplicadores da mudança; e desenvolva mais projetos e agentes de mudança
Armadilhas: declarar vitória antes de mostrar reais melhorias de desempenho e permitir que os "resistentes" à mudança convençam os demais de que não vale a pena mudar
Estágio 8: "Institucionalize novas abordagens"
Ações necessárias: relacione o sucesso corporativo aos novos comportamentos e desenvolva novos líderes com a nova abordagem
Armadilhas: não criar novas normas e valores alinhados com as mudanças e promover pessoas que não personificam a mudança"...
Lendo as armadilhas é que vemos o quanto é fácil para as empresas "pensarem" que estão promovendo mudanças sem realmente estarem mudando... Todo esforço de mudança ou inovação começa em "pessoas com perfil inovador e ansioso por mudança". Quanto mais alto estiver esta pessoa na hierarquia da empresa, mais a empresa vai espelhá-lo... E mais pessoas como ela quererão se juntar a ela... É quando um comportamento pessoal pode virar então um processo, que pode virar um valor e, mais tarde, a própria cultura da empresa...
| Já viveu isso? |
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Visões similares
São muitas as concordâncias entre o meu livro "Vendendo Software" (2004), que discorre sobre a metodologia da Engenharia de Vendas (EV), e o livro de Ram Charan "What the Customer Wants You to Know" (2007), que fala sobre a abordagem chamada Value Creation Selling (VCS).
Tanto a EV como a VCS propõem novas abordagens de venda. Nós (EV) propomos as seguintes diferenças:
A VCS propõe, a exemplo da EV, que os vendedores:
Outro exercício importante? Pergunte aos seus companheiros de empresa qual foi a maior realização deles no trabalho no ano passado. Perceba quantos vão responder com algo relacionado à sua carteira de clientes. Provavelmente não vão, o que vai indicar que a sua empresa ainda não está totalmente chaveada para "vendas"..
"Nosso sucesso é um produto natural do sucesso que ajudamos nossos clientes a atingir", conclui Charan. Se não sabemos o que eles estão tentando atingir, não teremos o sucesso que poderíamos ter. Simples assim. "Temos que entender que objetivos são os mais importantes para cada um dos nossos clientes - naquele momento e por que." Só assim poderemos construir uma proposição de valor (VAP ou value account plan), conjugando as necessidades e objetivos dos clientes em termos de escopo e tempo, nossa oferta de produtos e serviços e questões financeiras relacionadas àquela oportunidade de negócio (preço, custo, lucro e investimento de capital). Uma vez construída a VAP, poder-se-à chegar ao valor total de propriedade (TVO ou total value of ownership), que nada mais é do que o conjunto de benefícios que o cliente espera obter mais o que ele poderá perder se optar por outro fornecedor.
Siglas excluídas, negócio é, na base, uma questão de bom senso. O nosso objetivo é substituir o uso tradicional da pura tentativa da persuasão pessoal por uma argumentação factual, real, quantificada.. que possa ser rapidamente entendida - e almejada - pelos nossos clientes potenciais.
E isso ficará ainda melhor - e mais fácil - se nossa força de vendas estiver organizada por segmentos, onde cada vendedor possa desenvolver uma relação mais forte e confiável com os clientes, baseada no conhecimento específico, prioritário e acumulado da vivência com cada nicho.
Tanto a EV como a VCS propõem novas abordagens de venda. Nós (EV) propomos as seguintes diferenças:
- aprendam sobre o negócio dos clientes
- usem ferramentas para entender como seus clientes conduzem seus respectivos negócios
- sejam bons "diagnosticadores", entendendo com clareza as necessidades dos negócios dos seus clientes
- sejam bons educadores, mostrando aos clientes como podem ajudá-los a crescer
- conheçam seus clientes e os clientes dos seus clientes (uma dica importante da VCS: "trabalhe de trás para a frente, das necessidades do cliente final até as necessidades do seu cliente, esta será a cadeia de valor do cliente")
- sejam vistos como líderes de cada oportunidade ou projeto de venda, com o apoio de equipes de trabalho compostas de pessoas de desenvolvimento, marketing, finanças, customização, implantação, etc.
- façam suas apresentações com foco em benefícios
- participem de um sistema de remuneração que leve a organização como um todo para as responsabilidades nas vendas
E algo estará errado no processo de vendas se:
- o ponto de contato do vendedor no cliente estiver, na maioria das vezes, no departamento de compras
- o preço for a principal e quase única variável de discussão
- o vendedor fizer uso de técnicas manipuladoras para tentar fechar negócios
- o vendedor tiver pouco tempo e apoio para realmente conhecer para quem e por que está vendendo
- os vendedores não forem consultados periodicamente pelas áreas de marketing e desenvolvimento
O sucesso de um vendedor será " governado por quão bem entendemos o que podemos fazer para criar valor para o cliente. Se não podemos impactar o desempenho do cliente positivamente, seremos vistos como commodity e ganharemos preços de commodity". Por isso, "explicar ao cliente exatamente como nossa oferta pode ajudá-lo a atingir suas prioridades" deve ser o nosso objetivo. É exatamente o que propomos com o uso de métricas ou "benefícios específicos para o cliente que podem ser quantificados e mensurados no tempo" como poderosa argumentação de venda.
Charan continua dizendo que "a VCS requer um diferente mind-set, novas capacitações e nova forma de trabalhar." Um exemplo interessante que ele propõe em relação a esta nova forma de trabalhar é "identificar tarefas específicas que outras pessoas na empresa devem fazer para que o vendedor possa evoluir com a venda e anexar nome e prazo para cada tarefa" (uma forma de constatar o quanto todos na empresa priorizam suas principais atividades, o que provoca gargalos no processo da venda..).Outro exercício importante? Pergunte aos seus companheiros de empresa qual foi a maior realização deles no trabalho no ano passado. Perceba quantos vão responder com algo relacionado à sua carteira de clientes. Provavelmente não vão, o que vai indicar que a sua empresa ainda não está totalmente chaveada para "vendas"..
"Nosso sucesso é um produto natural do sucesso que ajudamos nossos clientes a atingir", conclui Charan. Se não sabemos o que eles estão tentando atingir, não teremos o sucesso que poderíamos ter. Simples assim. "Temos que entender que objetivos são os mais importantes para cada um dos nossos clientes - naquele momento e por que." Só assim poderemos construir uma proposição de valor (VAP ou value account plan), conjugando as necessidades e objetivos dos clientes em termos de escopo e tempo, nossa oferta de produtos e serviços e questões financeiras relacionadas àquela oportunidade de negócio (preço, custo, lucro e investimento de capital). Uma vez construída a VAP, poder-se-à chegar ao valor total de propriedade (TVO ou total value of ownership), que nada mais é do que o conjunto de benefícios que o cliente espera obter mais o que ele poderá perder se optar por outro fornecedor.
Siglas excluídas, negócio é, na base, uma questão de bom senso. O nosso objetivo é substituir o uso tradicional da pura tentativa da persuasão pessoal por uma argumentação factual, real, quantificada.. que possa ser rapidamente entendida - e almejada - pelos nossos clientes potenciais.
E isso ficará ainda melhor - e mais fácil - se nossa força de vendas estiver organizada por segmentos, onde cada vendedor possa desenvolver uma relação mais forte e confiável com os clientes, baseada no conhecimento específico, prioritário e acumulado da vivência com cada nicho.
| Já viveu isso? |
terça-feira, 7 de abril de 2009
Livros nas ruas
Tem idéias que, basta um começar a fazer, vários passam a querer fazer o mesmo pelos resultados claros que começam a ver ao redor.
Poderíamos estar falando do nosso dia-a-dia em vendas, sim, mas estou, nesse momento, me referindo a um artigo da Nova Escola, onde livros passaram a ser oferecidos a crianças, jovens e até adultos na rua.
Uma idéia assim, colocada em prática, pode mudar, efetivamente, a vida de "muita" gente.. De uma comunidade, de uma cidade... O discurso é substituído pela ação individual multiplicada e o fundamento da ação está na distribuição da educação, dos bons sentimentos e da inteligência que cresce com a leitura..
Vou, também eu, comprar livros, acomodá-los no meu carro, e passarei a ser uma agente de inteligência coletiva na minha cidade. Você também?
Leia o artigo. Vai tocá-lo.
Poderíamos estar falando do nosso dia-a-dia em vendas, sim, mas estou, nesse momento, me referindo a um artigo da Nova Escola, onde livros passaram a ser oferecidos a crianças, jovens e até adultos na rua.
Uma idéia assim, colocada em prática, pode mudar, efetivamente, a vida de "muita" gente.. De uma comunidade, de uma cidade... O discurso é substituído pela ação individual multiplicada e o fundamento da ação está na distribuição da educação, dos bons sentimentos e da inteligência que cresce com a leitura..
Vou, também eu, comprar livros, acomodá-los no meu carro, e passarei a ser uma agente de inteligência coletiva na minha cidade. Você também?
Leia o artigo. Vai tocá-lo.
| Já viveu isso? |
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Tudo está relacionado
"As empresas são redes de conversações", segundo Fernando Flores. Nessas redes de conversações existem 2 principais componentes: a linguagem e a emocionalidade. A linguagem está presente na escuta e na fala e, na fala, podemos propor ou perguntar ou agir - através de afirmações (que descrevem o mundo), declarações (que podem mudar o mundo) e promessas. Já a emocionalidade pode ser vista nos estados de ânimo e emoções (aparentes ou não) das pessoas que conversam.
Quem está apresentando o pensamento de Flores à audiência onde me encontro é Cláudio Marinho, respeitado consultor com foco em planejamento de cenários, que prende a atenção de quem o ouve pela argumentação que imprime à exposição.
Cláudio prossegue explicando que, além dos componentes da conversação, há a criação dos contextos, que envolvem 4 elementos: o pedido, a solicitação, a aceitação e o fim da execução (que gera a satisfação ou um novo pedido). Só que trabalhamos nos caminhos entre os elementos mais do nos elementos em sí. Isso significa que trabalhamos principalmente na negociação e aprovação que deve existir entre solicitação e aceitação, na execução da promessa que existe entre a aceitação e o fim da execução, e no retorno para o cliente que garanta a sua satisfação (para chegarmos à satisfação da solicitação). Trabalhamos muito mais nas setas que ligam os elementos (que ficam em caixinhas), do que nas próprias caixinhas.. Donde podemos concluir que:
.. os meios definem os fins
.. os valores antecedem as atribuições
.. como pensamos rege como agimos
.. e nossos estados de ânimos co-definem nossos resultados
Sim, sim, sim, sim..
"A estratégia é uma trajetória"... Sem dúvida..
Quem está apresentando o pensamento de Flores à audiência onde me encontro é Cláudio Marinho, respeitado consultor com foco em planejamento de cenários, que prende a atenção de quem o ouve pela argumentação que imprime à exposição.
Cláudio prossegue explicando que, além dos componentes da conversação, há a criação dos contextos, que envolvem 4 elementos: o pedido, a solicitação, a aceitação e o fim da execução (que gera a satisfação ou um novo pedido). Só que trabalhamos nos caminhos entre os elementos mais do nos elementos em sí. Isso significa que trabalhamos principalmente na negociação e aprovação que deve existir entre solicitação e aceitação, na execução da promessa que existe entre a aceitação e o fim da execução, e no retorno para o cliente que garanta a sua satisfação (para chegarmos à satisfação da solicitação). Trabalhamos muito mais nas setas que ligam os elementos (que ficam em caixinhas), do que nas próprias caixinhas.. Donde podemos concluir que:
.. os meios definem os fins
.. os valores antecedem as atribuições
.. como pensamos rege como agimos
.. e nossos estados de ânimos co-definem nossos resultados
Sim, sim, sim, sim..
"A estratégia é uma trajetória"... Sem dúvida..
| Já viveu isso? |
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Uma das verdadeiras liberdades
Muito se fala em liberdade. Liberdade pessoal, liberdade profissional. Liberdade...
Mas há situações em que percebo que somos nós os nossos próprios algozes, e não terceiros a quem usualmente colocamos a responsabilidade pela nossa "não liberdade".
Uma situação de prisão é vivida quando não admitimos que outros nos critiquem. Pessoas assim se consideram muito especiais e acima das pessoas da sua convivência. Uma crítica é uma afronta. Uma crítica é um absurdo. Uma crítica, por mais sensível, gentil e factual que seja, é uma grosseria não admissível.
Ao não admitir que sejamos criticados, somos nós os aprisionados, pelos muros que erguemos para não ouvir mais críticas. Cadê a liberdade conceitualmente tão procurada? Inexiste. Morre. E com ela morremos no isolamento.
O que me intriga é entender o que leva pessoas inteligentes, especiais, capazes, serem tão suscetíveis às críticas de outros.. Não pode? Acham-se perfeitos?
Talvez este seja um ponto de partida. Destruir qualquer pretensão de perfeição no que somos e fazemos, por mais que nela miremos todos os dias. Queremos ser perfeitos, sim. Queremos fazer um trabalho perfeito, sim. Mas não podemos perder a noção que a perfeição se vê, mas não se toca. Há sempre o que melhorar (graças!)! Há sempre o que criar! Há sempre o que incorporar das críticas que veem de cada par de olhos que olham o que fazemos. Benditas críticas! São elas que nos fazem perceber que a perfeição começa na humildade... E admití-las nos libera para a liberdade!
Mas há situações em que percebo que somos nós os nossos próprios algozes, e não terceiros a quem usualmente colocamos a responsabilidade pela nossa "não liberdade".
Uma situação de prisão é vivida quando não admitimos que outros nos critiquem. Pessoas assim se consideram muito especiais e acima das pessoas da sua convivência. Uma crítica é uma afronta. Uma crítica é um absurdo. Uma crítica, por mais sensível, gentil e factual que seja, é uma grosseria não admissível.
Ao não admitir que sejamos criticados, somos nós os aprisionados, pelos muros que erguemos para não ouvir mais críticas. Cadê a liberdade conceitualmente tão procurada? Inexiste. Morre. E com ela morremos no isolamento.
O que me intriga é entender o que leva pessoas inteligentes, especiais, capazes, serem tão suscetíveis às críticas de outros.. Não pode? Acham-se perfeitos?
Talvez este seja um ponto de partida. Destruir qualquer pretensão de perfeição no que somos e fazemos, por mais que nela miremos todos os dias. Queremos ser perfeitos, sim. Queremos fazer um trabalho perfeito, sim. Mas não podemos perder a noção que a perfeição se vê, mas não se toca. Há sempre o que melhorar (graças!)! Há sempre o que criar! Há sempre o que incorporar das críticas que veem de cada par de olhos que olham o que fazemos. Benditas críticas! São elas que nos fazem perceber que a perfeição começa na humildade... E admití-las nos libera para a liberdade!
| Já viveu isso? |
Assinar:
Postagens (Atom)