segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rápido reconhecimento?

Quer saber no que o pessoal de P&D da Intel está trabalhando agora? Dê uma olhada aqui. Se não há foco vertical na definição do público-alvo, há, por outro lado, uma demanda genérica assegurada, já que os produtos correspondem a problemas específicos desse grande mercado global de pessoas físicas que ainda não foram tratados pela concorrência.

Mais ainda, cada inovação nasce a partir de um problema, o que garante uma alta e rápida percepção de seu valor pelo mercado.

Bem diferente daqueles esforços de inovação que são feitos sem um problema específico e prioritário como causa e que, depois de feitos, saem à busca de um problema para resolver. Nestes casos, é mais longo e mais caro para o desenvolvedor o caminho para o reconhecimento do uso e do valor da sua nova tecnologia pelo mercado..

E, consequentemente, mais longos os seus ciclos de venda...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Liderança em vertical

Em "IBM´s Secret for Making the Sale", Noah Buhayar mostra como a IBM se tornou líder em serviços de outsourcing na vertical de saúde:
  • A partir de 1993, começaram a migrar da venda por geografia para o foco em indústrias específicas
  • A partir de 2005, desenvolveram uma perspectiva global e de 10 anos à frente (Healthcare 2015: Win-win or Lose-lose), mostrando os desafios e as mudanças estruturais necessárias para provedores de saúde (hospitais, seguradoras e agências de governo)
  • Mostraram conhecimento e credibilidade com contínuas apresentações em conferências (“eles não tentavam vender: demonstravam que entendiam os problemas e que tinham insights das soluções”)
  • Identificaram e continuam identificando as necessidades dos clientes: “o executivo de saúde de um estado não se importa com bits & bytes. Ele se preocupa com a saúde do povo do seu estado.” E no quanto isso custa! (sales pitch)
  • Permanecem relevantes com investimento contínuo na educação e capacitação de vendedores e clientes
  • Em 2 anos se tornaram líderes em serviços de outsourcing na vertical de saúde. “Nos últimos 3 anos, uma equipe de vendas de 4 mil pessoas venceu a maioria dos maiores contratos de outsourcing na área de saúde, incluindo um negócio de US$ 500 milhões com a Kaiser Permanente.”
E não é só a IBM. Em menor escala, a verticalização permite a obtenção da liderança por empresas de menor porte. Foco é o diferencial.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Bola da vez

Quem vive em Pernambuco hoje está testemunhando uma revolução econômica: o estado cresce a olhos vistos, há oferta crescente de empregos, empresas, clientes, turistas, e são variadas as evidências de que o mercado despertou para o que está sendo produzido aqui.

Está também cada vez mais alto o moral do povo, empenhado neste crescimento e genuinamente feliz de "ser" pernambucano (e aí entra tanto quem nasceu como quem se mudou para cá!)..

A conclusão é imediata: a grande revolução social é a econômica.

O que todos queremos é saber fazer e ter espaço para exercer este saber fazer. Não importa o nível hierárquico ou o tipo de trabalho, estas 2 condições são essenciais. O que se percebe hoje em Pernambuco é que as oportunidades existem e as pessoas enxergam o potencial do que podem fazer daqui.

As oportunidades surgiram porque o povo despertou ou o povo despertou porque as oportunidades surgiram? Não há como saber. Há muito a aprender, há muito a fazer, há muito a melhorar.. O que mudou foi este "há muito"...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Expressão de cegueira

"A vaidade é a primeira expressão da cegueira." (Ricardo Pinto)

Quanto mais bem-sucedido um profissional é, mais tem a chance de se tornar vaidoso pelo que alcançou, o caminho que trilhou, os conhecimentos que acumulou. A consciência de que a vaidade traz junto a cegueira para a realidade e a falta de empatia para com quem nos cerca (companheiros de trabalho, clientes e fornecedores) é o que pode nos prevenir deste mal.

Só nos abstendo da vaidade e nutrindo a humildade pessoal realista é que nos será permitido alcançar o sucesso profissional (e pessoal) contínuo..

terça-feira, 23 de junho de 2009

Treinamentos online

Nosso custo de treinamento é inferior ao nosso custo de suporte técnico, certo? Então como, salvo exceções, cobramos pelo treinamento dos nossos clientes, enquanto incluímos o suporte técnico dentro da taxa de mantenção?

Mais ainda, como economizamos em treinamento. se é exatamente o farto e bom treinamento que vai permitir o amplo e correto uso do software pelos usuários - e a menor necessidade do custoso (para nós e para os clientes parados) suporte?

Estas são 2 das várias questões discutidas nos cursos da EV, que desafiam paradigmas que temos tomado como regra no setor de software. Prover treinamento intensivo, principalmente online (demos, Web seminars, filmagens de treinamentos de até 5 minutos cada, etc.) tem sido mostrado como fator de blindagem, diminuição de custos e eliminação do fenômeno da "erosão da aplicação" (sub-treinados, os usuários passam a usar a aplicação cada vez menos.. até substituí-la por outra..).

Hoje ouví um podcast gravado este mês com Ed Klonoski, presidente do Charter Oak State College, uma faculdade inovadora no ensino à distância. O que foi dito no contexto de uma instituição de ensino pode ser adaptado como modelo para empresas de software que proveem treinamento:

1- pessoas precisam de diplomas => clientes precisam de treinamento e certificações

2- projete a ferramenta de aprendizado para os alunos => projete a ferramenta para os usuários

3- padronize a área de treinamento no Web site ("look and feel") => idem

4- as templates de treinamento devem ser criadas pelos instrutores => idem

5- para cada treinamento, há livros-texto, atividades e tarefas com agendas de entrega e discussão online entre os alunos ("threaded discussion") => idem, sem a necessidade de livros-texto

6- as discussões online permitem o multidiálogo (ao contrário do monólogo do professor ou do diálogo entre o professor e um aluno) => idem

7- através de software, é possível mensurar quanto cada estudante participou e o valor de cada participação nas discussões online (ao contrário das participações em classes tradicionais, onde não são guardados registros) => idem (e, importante, podem servir de retorno sobre o empenho e aproveitamento dos treinandos para os clientes)

8- o aprendizado é baseado em atividades, pelo método da tentativa e erro => idem

9- os instrutores são treinados a substituir o monólogo por atividades online => idem

10- a educação online funciona para qualquer instrução do tipo seminário => idem

11- simulações são muito importantes para o aprendizado => idem

12- os alunos chegam a fazer apresentações escritas e orais (gravações) para outros alunos, que passam a ajudar e a pré-avaliar os companheiros de turma => dispensável, no nosso caso.

Segundo Klonoski, os estudantes estão fazendo cursos online de várias instituições para compor seus currículos. Se é assim, e se quisermos imprimir ousadia à nossa atuação, poderíamos pensar em desenvolver cursos online não só para os nossos clientes mas também abrir alguns para qualquer pessoa interessada em aprender sobre assuntos específicos da nossa área de atuação.. e com isso gerar mercado treinado e conquistar novos clientes!

Ter um mercado que conhece e sabe usar o nosso software é um argumento e um diferencial que nos ajuda a vender. Tal é a importância do treinamento.. Que fica ainda maior se nossos cursos ajudarem os nossos clientes a produzir conhecimento para e sobre a empresa onde atua..

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vamos conseguir...

"Faça o que pode, com o que tem, onde estiver" (Franklin Roosevelt)
  • Não se deixar imobilizar pelas restrições e dificuldades que temos em qualquer dos ambientes que transitamos ou trabalhamos..
  • Estar preparado para fazer... e fazer - e não apenas falar que vai fazer..
  • Ter uma clara visão de futuro, acreditar que vai conseguir, decisão férrea..
É isso que precisamos ter e ver para chegar onde queremos chegar. Seja onde for...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tecnologia adaptável

O que no início seria apenas uma pergunta social e passageira ("What are you doing?") em 140 caracteres se tornou um concentrador de micro-blogs onde muitos passaram a escrever o que estão lendo, em que estão trabalhando, pelo que se interessam e, sim, o que estão fazendo - e muitos mais passaram a acompanhar o que estava sendo escrito. Não só pessoas, mas também organizações passaram a fazer suas próprias divulgações institucionais e comerciais e a acompanhar a reação das pessoas à sua oferta de produtos e serviços. Sem intermediários!

Mas é nos grandes e inesperados casos de convulsões sociais e políticas e desastres naturais que o Twitter se mostra realmente "diferenciado". É através da tecnologia facilmente acessada e de máxima usabilidade que testemunhas desse mundo conectado podem transmitir as anomalias locais, presenciadas alí, na hora, antes dos meios de comunicação chegarem ou serem permitidos fazê-lo. E é isso que está acontecendo nos últimos dias em relação à conturbada eleição presidencial no Irã: os fatos passam a ser reportados por várias fontes e recebidos por vários receptores que se encontram a salvo das proibições locais e, fundamentalmente, o local passa a ser global..

O Twitter é um exemplo de como uma tecnologia adaptável evolui de acordo com os usos prioritários dos seus usuários e contribui para o bem da humanidade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nada de mais

Nossos valores estão presentes no nosso dia-a-dia. No envio de materiais nos prazos acordados. Nas reuniões pontuais. Nas horas extras de disponibilidade e dedicação para atender aos clientes. Na nossa palavra de verdade. Na recusa em assinar contratos imprecisos. No preparo para ajudar o cliente a atingir seus próprios objetivos. No senso real do trabalho em equipe, vendo o cliente como parte inerente para o sucesso do projeto. Na humildade de assumir erros quando eles acontecem, e antecipá-los e prevení-los para que não mais ocorram. No aprendizado da quebra de defesas. Na aceitação das críticas. Na ajuda e torcida pelo sucesso de companheiros de trabalho..

Nada extraordinário, mas é exatamente neste nada que o extraordinário se vê refletido. Caráter e atitude são valores que influem positivamente no ambiente da empresa e grupos de trabalho, e diferenciam pessoas. Quem não os tem desenvolvidos, vive frustrado com os outros, que considera responsáveis pelas frustrações que tem.. Quem os tem desenvolvidos, nem percebe o quanto isso é extraordinário...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ar de vitória

"Foi realmente um show!"

É muito bom entrar num auditório e sentir na audiência o "ar de vitória". Em empresas líderes é assim. No CIn, é assim. Gente do Rio Grande do Sul ao Amazonas vem para o Recife fazer Mestrado e Doutorado com os professores do Centro de Informática da UFPe e dou aula a eles na cadeira de Engenharia de Software, convidada pelos professores Silvio Meira e Jones Albuquerque.

"Foi uma lição de como o planejamento é um fator decisivo na venda de produtos."

Falar sobre venda de software para o pessoal em começo de carreira, que pensa e trabalha manhã, tarde, noite e madrugada (também!) desenvolvendo software, é uma quebra de paradigma que muda os presentes.

"Algo mudou."

Trabalhar com eles para que não tenham os mesmos problemas que tivemos no passado - e que várias empresas continuam tendo ainda no presente - é a nossa missão.

"Esta aula nos leva a voltarmos a visão para algo mais amplo do que só escrever linhas de código. Estudar o cliente e suas necessidades é fundamental para sobreviver no mercado."

"Só praticando, como foi feito, podemos aprender com os nossos erros."

Existe coisa melhor do que ver o conhecimento sendo vivenciado e multiplicado (e com muito tempo pela frente para ser aperfeiçoado)?...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Revolucionário?

Inovações reais usualmente começam pequenas ou são bem-sucedidas em fins diferentes dos iniciais. Dificilmente são auto-denominadas "revolucionárias" pelos desenvolvedores, o mercado é que pode reconhecê-las como tal após aceitá-las. Mas é comum encontrarmos frases de marketing de empresas apontando seus próprios produtos de software como "revolucionários".

A pergunta é: esse termo "revolucionário" nos ajuda a vender?

Olhando através dos olhos do cliente:
.. revolução traz uma sensação de instabilidade
.. revolução implica em caos temporário
.. revolucionário traz alterações radicais ao status quo
.. revolucionário significa grandioso (complexo e caro?)

E, fazendo assim, estaríamos ajudando o cliente a se decidir ou, implicitamente, afastando-o de nós?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Atenção às evidências

Em toda situação de decisão, temos:

- uma questão a ser respondida (ou hipótese a ser testada)
- que pode ser respondida de diversas formas (as chamadas opções de resposta)
- cada uma das opções de resposta tem prós e contras (pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças)
- e cada pró ou contra tem pelo menos uma razão, que pode ser provada a partir de uma ou mais evidências

Certo?

Mas, muitas vezes, não vemos a questão a ser respondida à nossa frente - dado o acúmulo de atividades e objetivos de cada empresa e do nosso dia-a-dia - e, quando a vemos, já temos um problema num estágio maduro.

Como agir proativamente?

Invertendo o processo: partindo do final para o início!

Estando atentos às evidências que vão surgindo nas nossas empresas e nos nossos mercados, e tendo o conhecimento necessário para ligar essas evidências a possíveis razões, poderemos ter um diferencial de tempo na identificação de prós e contras, que nos levarão a opções inovadoras, em resposta a questões que poderão vir a ser centrais para nossos futuros processos decisórios!

Faz sentido?

Tudo vai começar na contínua atenção às evidências..