sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Atualidades mundiais num relance?

Engenheiro de vendas se prepara. Conhece bem os mercados, os produtos e os serviços que oferece e os clientes. Conhece também as principais atualidades da cidade, do estado, do país..

E do mundo? Quer dar uma geral rápida no que está sendo mais falado em vários países? O Newsmap (15 países) e o Google News (mais de 60) permitem isso. Basta trocar o país e você verá as principais notícias. Enquanto o Google News mostra mais países, o Newsmap tem um diferencial importante: é muito mais amigável na apresentação gráfica, onde a cor indica o tópico e o tamanho a importância da notícia. Ganhamos tempo na leitura!

Dando uma olhada em alguns países, fica claro o quanto similares são as nossas preocupações.. apesar das nossas diferenças.. É o mundo plano, global e totalmente integrado, onde as fronteiras são puramente geográficas..

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Agora todo negócio é um negócio de software"

Numa entrevista dada em 2005 à revista Business Week, Watts Humphrey, pai do CMM (SEI), profetizou:

"Agora todo negócio é um negócio de software."

A TAM que o diga: viu isso hoje na prática, quando sofreu um apagão de software. A causa? Provavelmente problemas no sistema de check-in, mas a causa não foi determinada com certeza. Deverá ser..

Mas... e as milhares de pessoas que estavam para embarcar? Com compromissos, negócios, agendas? Como ficam?

Depois do apagão de luz em 18 estados da semana passada, ainda sem justificativa (por favor, não nos subestimem..), não podemos entrar no padrão das perguntas sem respostas para as causas de grandes problemas. Se este padrão é instalado, corremos, sim, é o risco de ver esses problemas não só acontecendo, mas, pior, se repetindo...

Software enfermeiro

O tamanho do problema?
40 milhões de homens e mulheres chineses que teem diabetes, uma cara e crônica condição de saúde que é hoje uma das maiores causas de incapacidade física da população chinesa que está envelhecendo.

Uma aplicação oferecida?
Capacitação e auto-gestão da doença através de jogos interativos e comunicação via celular (smart phones).

O CADA (Chinese Aged Diabetic Assistant) ajuda o usuário a entender as causas e consequências da doença através de jogos e "permite ao diabético acompanhar sua taxa de açúcar no sangue, peso, dieta, exercício, estado de ânimo e pressão sanguínea - informação valiosa que ajudará o seu respectivo médico a prover a melhor assistência possível" (para conhecer mais sobre o CADA, leia o artigo "Smart Solution: Researchers Use Smartphones to Improve Health of Elderly Diabetics in China" do Science Daily).

Então... um benchmarking para uma oportunidade de mercado?
Desenvolver software para pessoas físicas com problemas específicos, a exemplo do CADA, tem hoje um potencial subexplorado no Brasil. Quem se candidata?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Software é "fungível"

Pergunta que chega via e-mail:
"Na sua opinião, qual é a diferença entre locação e licença de uso? Como explicar da melhor forma para que o cliente entenda claramente? Eles sempre questionam quais as vantagens e desvantagens de optar entre um e outro?"

Resposta:
Leia o parecer do advogado Tarcísio Cerqueira, publicado na Revista Eletrônica da Editora OAB (Edição Número 2 - Maio e Junho de 2008). Lá está claro:

"Locação e licença de uso de programas de computador são institutos conceitual e jurídicamente diferentes e os produtores e distribuidores de programas não estão autorizados a utilizar-se da locação de programas, mas, sim, como determinam as leis 9.609 e 9.610, ambas de 19/02/98 e como orienta o Código Civil Brasileiro, devem licenciá-los para uso, de forma temporária ou definitiva, como queiram, com pagamentos mensais, anuais, de uma só vez, etc."

Após discorrer sobre a fungibilidade ("podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade”) dos programas de computadores, o parecer conclui como a seguir:

"Fornecedores de software tendem a denominar as cessões de uso de “locação” quando querem que os pagamentos sejam feitos em bases mensais, ou bimensais, ou, de qualquer forma, periódicas e temem que as licenças ou cessões apenas estabeleçam pagamentos de uma só vez, com transferência permanente do programa. Confundem-se com a aparente identidade entre ambosos institutos.

O entendimento não é correto. Licenças e cessões de uso de programas podem ser celebradas em bases provisórias ou permanentes e com pagamentos mensais, assemelhando substancialmente seus efeitos práticos aos do aluguel, sem que sejam considerados aluguéis ou submetam-se a qualquer tipo de legislação já existente específica sobre aluguéis."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quem tem mais chance de sucesso?

Entre os pessimistas e os otimistas há o discurso para o insucesso. Os pessimistas sempre o usam - e o repetem. Os otimistas o desconhecem.

Quem tem mais chance de sucesso? Os otimistas. Os pessimistas estão sempre pré-anunciando a incapacidade, entregam-se às dificuldades. Os otimistas não se entregam. Acreditam.

"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." (Jean Cocteau)

Este foi o primeiro ditado que impactou minha vida pensante e crítica, adolescente. "Então... podemos tentar realizar o impossível..." foi a minha conclusão na época..

Podemos!

Não tudo.. Mas certamente muito mais do que o tão pouco dos pessimistas...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Desculpas? Insucessos...

"99% dos insucessos veem de gente que tem o hábito de criar desculpas." (George Washington Carver)

Quem ouve uma desculpa, quase sempre sabe.. Os sinais estão alí: quem dá a desculpa olha para o lado, fala mais do que o necessário, se corrige, é incoerente, se repete.. Não entende que o esforço para criar a desculpa poderia estar sendo direcionado para melhorar o seu próprio trabalho...

domingo, 8 de novembro de 2009

Para mostrar o valor do que oferecemos

Pergunta que chega via e-mail:

"você considera a discussão de cases a melhor abordagem para provar o valor de negócio de um software/solução para um cliente? É ela que traz, na média, melhores resultados quanto ao entendimento do cliente à apresentação realizada, e que acaba se convertendo em vendas?"

Minha resposta:

A verticalização e a apresentação de métricas e casos de sucesso verticalizados - que espelhem o segmento do cliente-alvo - facilitam, do ponto de vista do cliente, entender o valor do que oferecemos:

- a verticalização é fundamental porque mostra nossa atuação focada no segmento do cliente-alvo e significa que entendemos o negócio dele - e, se o entendemos, trazemos ainda mais conhecimento e rapidez aos diagnósticos. Ao ser abordado, a maior preocupação do cliente potencial é se certificar que o fornecedor entende os problemas, necessidades ou metas que ele tem. Esse entendimento, da nossa parte, é acumulado com a verticalização;

- as métricas (em médias ou nos mais altos limites, e sem indicações individuais de clientes) são fundamentais porque mostram os resultados já alcançados em implantações anteriores. É o valor de fato, o resultado do uso do software;

- os casos de sucesso são os relatos individuais de clientes de referência. São as provas para o espelhamento do cliente, um dos princípios básicos da venda.

É importante não esquecer que, no mercado de software, a compra é fortemente baseada em "referências" (já uma consequência do espelhamento). Vivemos na Era da Recomendação.. As referências pelos clientes, por sua vez, apontam para os fornecedores líderes nos seus respectivos segmentos. E este é mais um motivo para uma atuação verticalizada nossa..

Quanto a apresentações, recomendamos 3 tipos, vemos isso nos cursos da EV. A que gosto mais é aquela onde o vendedor usa parte do tempo para uma consultoria mão-na-massa, em cima da realidade atual do cliente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O poder da multidão no desenvolvimento de aplicações

O "poder da multidão", ou a capacidade de exponenciar a velocidade de inovações a partir do envolvimento de desenvolvedores espalhados pelo mundo, continua crescendo. A PayPal está abrindo sua plataforma para desenvolvedores e anunciando concurso para novas aplicações, veja aqui.



Fonte: https://na5.brightidea.com/ct/s.bix?c=184D42D4-CDE7-4829-876D-83342568ACE1

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Se você pode esperar, talvez ganhe o que quer agora...

Mais sobre o Prof. Robert Aumann? Leiam o didático e brilhante discurso do prêmio, onde ele fala que "a Economia é toda baseada em incentivos", seja em guerras, vendas, impostos ou medicina..

A essência? Repetições geram maior cooperação entre as partes. Segundo Prof. Aumann, "as pessoas são muito mais cooperativas numa relação de longo prazo. Eles sabem que um comportamento não apropriado será punido no futuro. Um homem de negócios que não é correto com seus clientes pode ter lucro no curto prazo, mas não estará no negócio por muito tempo."

Mais? "Se você pode esperar, talvez você ganhe o que quer agora.."

Não é à toa que ele é um Prêmio Nobel..

A Teoria dos Jogos Repetitivos na venda

Se falamos em preço, nosso cliente pensa em negociação, certo? Bem, a revista Veja desta semana traz uma excelente entrevista com Robert Aumann, Prêmio Nobel de Economia em 2005 com a Teoria dos Jogos Repetitivos (uma evolução da Teoria dos Jogos de John Nash). O que a Teoria dos Jogos Repetitivos do Prof. Aumann tem a ver com negociação? Tudo! Basta substituir as palavras "paz" por "venda", "guerra" por "perda" e "conflito" por "negociação" e você verá:

"O estudo da economia e da Teoria dos Jogos me ensinou que as coisas nem sempre são o que parecem. O funcionamento dessas ciências é mais complexo e tem relação com a maneira com que as ações de um indivíduo afetam outras pessoas. Essa interação depende de uma rede intrincada de participantes ou, como costumo chamar, jogadores. Por isso, não basta querer a paz para consegui-la. É preciso entender como esse desejo afeta outras pessoas. Dizer "eu quero paz" pode não trazer paz, mas guerra. Para minimizar as surpresas é preciso calcular com muito cuidado como uma ação leva a outras."

Prof. Aumann continua: "Não há uma fórmula matemática universal, mas existem conceitos fundamentais na Teoria dos Jogos, como a noção de equilíbrio. Esse conceito foi inventado por John Nash, a quem a maioria das pessoas conhece pelo filme Uma Mente Brilhante (com Russell Crowe no papel do cientista). Nash desenvolveu a noção do ponto de equilíbrio, que ocorre quando cada jogador encontra sua maneira ideal de atuar no jogo. Cada um, portanto, cria sua melhor estratégia possível, levando em conta o que o outro está fazendo.

A base conceitual [da Teoria dos Jogos e da Teoria dos Jogos Repetitivos] é a mesma.
Mas a maneira de as pessoas se comportarem no jogo repetitivo é diferente. Quando se joga o mesmo jogo repetidas vezes, o comportamento de um jogador hoje afeta a atuação do outro amanhã, e assim por diante. Minha teoria vê toda essa repetição como um único jogo e determina qual é o equilíbrio do processo inteiro. A conclusão é que, em uma situação repetitiva – uma negociação que se estende por várias rodadas, por exemplo –, é mais fácil conseguir cooperação entre as partes. A ideia básica dessa teoria é o uso de incentivos.

É preciso identificar os elementos comuns a diferentes situações de conflito. Em diversos conflitos atuais, há uma tentativa de resolver o problema tomando medidas para agradar à outra parte. Há quem pense que atender às demandas do adversário pode trazer a paz. Basta usar raciocínio lógico e analisar a história para ver que isso não é verdade."

O que isso implica para nós, vendedores de software?

Se falamos apenas em venda, venda, venda, nossos clientes potenciais podem interpretar a nossa mensagem como uma necessidade de vender sob qualquer condição, sem limites... o que pode nos levar a descontos sucessivos, perda de margens e mais conflitos por escopos de projetos e condições comerciais!

Mais ainda, para o bom termo entre as partes, é preciso deixar muito clara, antes e durante a negociação, a não aceitação
de demandas que não satisfazem e/ou que não poderão ser cumpridas pelas partes.

Conclusão: quanto maior a clareza, a firmeza e a integridade na negociação, melhor.. Esses são, sem dúvida, conceitos econômicos universais que se aplicam ao nosso dia-a-dia...

domingo, 1 de novembro de 2009

Mudando comportamentos

Você vê uma escada rolante junto de uma escada normal.. Segue por qual? Pela escada rolante, certo? A maioria faz assim... a não ser que... haja algum incentivo para seguir pela outra.. Veja o vídeo..



O que podemos fazer para tornar mais alegres (e cativantes!) os treinamentos que ministramos e as reuniões e apresentações com/para clientes e pessoal interno?