quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Grandes inovações chocam pela simplicidade

Cielo? Redecard? Paggo? Square está revolucionando o modelo de pagamento com cartão, com uma simplicidade nunca antes existente! Todos, inclusive você, poderão aceitar pagamentos com cartão, basta um iPhone, Ipad ou Android e um leitor de cartão (que eles desenvolveram e distribuem para os clientes!) colocado na entrada de áudio.

As grandes inovações tecnológicas são assim: tão simples que chocam! Quem vê pensa logo "mas é claro!".. Agora, quanto ao Square, vamos ter que esperar: por enquanto, só está disponível nos Estados Unidos..



Quando o próprio cliente já fica com vontade de comprar o que vê, fica muito mais fácil vender, não fica? Então... que inovação que "choque pela simplicidade" você / sua empresa também pode vir a desenvolver?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sem software perfeito, não há serviço perfeito

Mais um acontecimento mostrando a essencialidade do software na vida das empresas.. Segundo a IDG, a Polícia Federal está tendo dificuldades para a emissão de novos passaportes devido a falhas técnicas em seus sistemas (veja notícia aqui). Mais uma vez, estava certo Watts Humphrey (o pai do CMM) quando disse que "agora todo negócio é um negócio de software"...

A pergunta é: o custo dessas dificuldades entra na contabilidade mental dos dirigentes/decisores quando estão comprando software?

Quanto custa para uma empresa não prover serviço perfeito? Quantos clientes ela deixará de ter, quanta receita ela perderá, quantos custos imprevistos ela terá que arcar? A Polícia Federal não tem concorrentes para a prestação dos seus serviços, então os seus "clientes" terão que absorver os problemas de atraso na emissão dos passaportes. Mas a grande maioria das empresas concorre diariamente com outras empresas para a obtenção e manutenção da sua base de clientes. Sistemas e aplicativos diversos de software gerenciam áreas, permitem a produção e são usados na prestação de serviços das empresas. Sem o software perfeito, não há produção ou serviço perfeito. Sem produção ou serviço perfeito, perde a empresa. Será que cada decisor sabe e se preocupa com quanto custa essa perda para a sua empresa?

PS: Da nossa parte, devemos "sempre" ajudar os nossos clientes reais/potenciais a entender que o preço do nosso software é único, mas os custos são de três tipos (diretos, indiretos e de oportunidade), lembra? Já falamos sobre isso aqui..

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A isenção usa todos os holofotes

"A realidade é um imenso palco com inúmeras cenas se desenvolvendo. O propagandista escolhe uma cena que lhe interesse e joga o holofote sobre ela, deixando as outras cenas na sombra. O que o espectador está vendo é real, mas seria preciso iluminar todas as outras cenas também." - Roberto Romano

Quem conta/reconta uma história (vida real) ou estória (vida imaginada)  tem sempre o controle dos holofotes na mão e é por isso que uma mesma situação vivida por várias pessoas têem diferentes versões do que aconteceu, está acontecendo e acontecerá... A dúvida fica: afinal, o que "realmente" aconteceu? 

Não importa se a história é de sucesso ou de insucesso, o entendimento dos seus porquês é o que nos leva a evoluir, avançar. Mas essa evolução precisa de isenção na visão. E essa isenção é representada pelo desapego a uma única versão ou cena. A vida, o cotidiano, é muito mais complexo do que uma cena única se desenrolando enquanto tudo o mais está em espera. Há um dinamismo de cenas, vidas, opiniões, ações que ocorrem em paralelo ao que estamos fazendo e que, juntos, levam ao entendimento isento da nossa história.. e da nossa evolução...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bem-vindo, investimento!

Deu no Reuters inglês: "Empresas internacionais de tecnologia estão investigando e selecionando possíveis alvos de investimento no Brasil". Fundos internacionais de investimento também.. A Capgemini adquiriu a CPM Braxis, a Silver Lake anunciou ontem investimento na Locaweb, o fundo inglês Apax comprou a Tivit, e podemos aguardar, sim, mais investimentos internacionais em empresas do nosso setor de tecnologia.. 

"Nós certamente estamos procurando outras oportunidades no país" e "prevemos ganhos massivos em escala" são alguns dos argumentos usados por Kyle Ryland, executivo da Silver Lake Sumeru.

A partir da fundamentação dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) por Jim O´Neill em 2003, da persistência do empresariado brasileiro e da aceleração do crescimento do país passando pela crise mundial de 2008, estamos definitivamente no radar dos investidores internacionais. Os BRICs estão se provando como os "tijolos" da nova economia mundial, com o Brasil posicionado hoje no terceiro lugar em crescimento da economia nacional, atrás apenas da China e da Índia. Daí a atração para os investidores...

Que nos preparemos e criemos atrativos para mais investimentos (sempre olhando através dos olhos dos investidores/clientes..), e que mais investimentos continuem vindo para as nossas empresas e para o nosso país. Assim será..

domingo, 12 de setembro de 2010

O que não podemos perder...

Há muito o que não podemos perder. Não podemos perder...
.. a gentileza com as pessoas
.. a firmeza com os princípios
.. a honra
.. a confiança pela palavra dada
.. a seriedade no trabalho
.. a alegria pelo trabalho
.. a motivação própria
.. a perspicácia
.. a indignação pelo que há de errado
.. a correção no que há de errado

Apesar dos acasos e descasos que podem nos pegar de surpresa de tempos em tempos, somos nós os responsáveis pelo que vivemos dentro de casa, dentro das nossas empresas e dentro do nosso país. Que não percamos a oportunidade de dar bons exemplos para os que nos rodeiam e deixar bons legados para os que virão depois de nós...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Guerra e Paz

A primeira vez que ví um exemplar do livro Guerra e Paz, de Leo Tolstoy, foi na escrivaninha de leitura de minha mãe. Acho que eu tinha uns 10 anos e um livro como aquele, com mais de 1.300 páginas, título contraditório e com uma primeira publicação tão antiga (1868), certamente chamava a atenção...

Há algum tempo, comprei-o em nova tradução, e ontem terminei de lê-lo. O livro é um clássico da literatura russa e, apesar dos longos diálogos e das longas descrições do contexto onde os personagens se inserem, é uma fonte de reflexão sobre as causas e acasos das histórias de vaidades e sofrimentos de pessoas e nações.

Tolstoy usa essas histórias para refletir sobre qual é o significado e o sentimento de "glória" e se é "realmente necessário colocar milhares de vidas em risco, incluindo as dos próprios líderes, por causa da vaidade de outros"...

Guerra e Paz tem muito de estratégia militar - e de estratégia de negócios, em analogia.. Comandados que perdem batalhas por não terem o encorajamento do seus superiores e por terem de lidar com a frustração do atraso e do desconhecimento, são como associados de empresas (de software, como as nossas) que lidam com o sentimento de confusão, falta de inspiração e falta de prioridades para o atingimento de seus objetivos (uma pergunta bem simples aqui: qual é o seu objetivo concreto e pessoal dentro da sua empresa?).

A necessidade de concentração nas comunicações é a base da estratégia militar.. e fundamental em nossos  negócios. A necessidade de ser "mais forte do que o inimigo num determinado momento" também..

Mas a crítica feita aos historiadores me pareceu ser o ponto alto do livro. Segundo Tolstoy, "a primeira coisa que a história faz é tomar uma série arbitrária de eventos contínuos e examiná-la separadamente, quando na verdade nenhum evento pode ter um começo distinto porque cada evento individual segue um fluxo sem quebras em continuidade do evento que o antecede." E "a segunda coisa que história faz é tratar as ações de uma única pessoa, rei ou comandante, como a soma total do desejo de todos os demais, quando na verdade a soma dos desejos de todos nunca se expressará nas ações de um único personagem histórico."

Circunstâncias nos restringem diariamente e não temos, muitas vezes, a consciência do significado total do que acontece no presente. Mas quantos personagens, históricos, políticos e empresariais, se julgam os responsáveis por glórias que são, na verdade, resultado contínuo de eventos passados? Muitos.. (por outro lado, quando fatos não se adequam aos seus interesses, são descartados ou considerados "não históricos"...)

"Todo conhecimento é simplesmente a essência da vida sob as leis da razão." Na guerra, a força de um exército é o produto de sua massa multiplicado pelo moral dos seus soldados. Nos momentos mais difíceis, a consolação surge da visão da memória (passado) e imaginação (futuro) e onde um vê fim outro pode ver início. Também nas empresas...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Em que isso vai beneficiar o cliente?

Um parâmetro que uso para definir prioridades e tomar decisões sobre aumentar/reduzir/criar/eliminar investimentos em tempo e capital é validar a idéia com a pergunta "em que isso vai beneficiar o nosso cliente?".

Muito há por fazer para inovar e otimizar em vendas e não podemos desperdiçar tempo e dinheiro com atividades e projetos que não vão nos diferenciar da concorrência "naquilo que é importante para o cliente".

Sinalizar rapidamente ao cliente sobre qualquer imprevisto é importante para o cliente. Enviar orçamentos, propostas, posições e relatórios com todos os dados completos e duplamente checados é importante para o cliente (já ouviu falar do "double check" (cheque 2 vezes..)? É sempre fazer e checar o que fez imediatamente, antes do envio, para evitar erros e re-trabalhos na frente do cliente).

Estar sempre preparado para atender ao cliente é importante para o cliente. Preparar e fazer uma apresentação excelente é importante para o cliente. Falar a linguagem do cliente é importante para o cliente. Conhecer, entender e atender os objetivos, prioridades e necessidades do cliente é importante para o cliente. Estar à disposição quando o cliente mais precisa é importante para o cliente.

Otimizar processos de atendimento é importante para o cliente. Bem dimensionar as equipes de atendimento é importante para o cliente. Evitar gargalos no atendimento é importante para o cliente. Fazer entregas no prazo é importante para o cliente. Mostrar o valor da compra é importante para o cliente. Ter palavra e ser confiável é importante para o cliente. Surpreender o cliente com a qualidade da entrega é importante para o cliente.

Quanto mais beneficiarmos o cliente, mas clientes teremos para beneficiar. Quanto mais ajudarmos os clientes a serem bem sucedidos, melhores, mais amplas e mais duradouras serão as nossas relações com cada vez mais clientes...