Os úteis e os não tão úteis

Profissional "A" é uma pessoa essencialmente "útil". Preocupa-se em identificar como melhor pode desempenhar suas funções e agregar valor ao conjunto do trabalho planejado e executado por sua equipe/área/empresa. É um profissional atento a horários, prazos, prioridades, níveis de qualidade. Estudou e se preparou - teóricamente e na prática - para fazer o que faz e, mesmo assim, não se contenta com o que já aprendeu. É crítico consigo mesmo e dedica-se ao trabalho e a continuar aprendendo. Ouve o cliente com atenção e com prazer, seja para aprender, seja para ajudar ao cliente a como ser um melhor cliente..

Profissional "B" é uma pessoa que não se preocupa em ser "útil". Preocupa-se em ter um cargo, uma sala ou mesa que lhe agradem, sair às 18 horas, ter 2 horas de almoço. Não prioriza, não cumpre prazos, tem certeza de que o trabalho que faz é o melhor possível. Se trabalhou numa empresa maior no passado, vive comparando a "fartura e os louros" do passado com o presente, que é continuamente criticado.. Não admite observações dos  outros. É orgulhoso. Julga-se muito importante para fazer o que faz.

Quanto mais útil o profissional é, mais ele sente que, sozinho, não é importante (mesmo que ele seja o líder e o esteio de confiança na empresa para os clientes). O profissional útil se vê como uma peça de um todo formado por motivações, funções e decisões de equipes e clientes.

O não tão útil? Esconde sua deficiência num isolamento orgulhoso, improdutivo.. e completamente dispensável...

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