Apagão

O apagão me pegou de jeito nesses 2 últimos dias. A pior situação que eu tinha passado até então tinha sido chegar em Porto Alegre às 6 da manhã para ministrar um curso da EV a partir das 8, mas anteontem eu me ví retida em Brasília às 9 da noite, a caminho de Ribeirão Preto, com evento confirmado para a manhã seguinte com a presença de dezenas de pessoas.. Operação padrão dos controladores de vôo e 2 supervisores da TAM me dizendo "a senhora não vai estar em Ribeirão Preto amanhã de manhã". Como não?

A relação cliente-fornecedor existe entre o passageiro e a companhia aérea. Se os controladores de vôo param os pousos e decolagens dos aviões, a quem recorrer? Companhias aéreas? Infraero? Governo federal? 2 palavras apenas: frustração e ineficiência...

Até quando a economia brasileira vai sofrer com o apagão? Quanto custa a cada empresa o tempo de retenção dos seus respectivos profissionais pelos atrasos? Quantas pessoas, além das que estão pacientemente esperando a liberação dos seus vôos, terão horas ou dias perdidos por depender de quem está chegando num avião para iniciar ou fechar uma negociação, progredir com um projeto, ou ministrar um treinamento? Quanto é gasto por no-show em quartos e salas de reunião ou de convenção de hotéis?

Por que as empresas dos passageiros devem arcar com esses custos se são eles os maiores prejudicados?

Nenhuma resposta...

Conseguí, sim, embarcar num vôo para São Paulo (que, já no ar, foi comunicado onde poderia pousar, se em Congonhas ou Guarulhos...), dormí 3 horas num hotel, voltei para Congonhas para embarcar às 8:30 da manhã, o avião decolou depois das 10:00, cheguei em Ribeirão Preto às 11 da manhã para ministrar um curso que deveria ter começado às 8... Sim, os participantes foram muito compreensivos quando pedí, mais de uma vez, desculpas pelo atraso. Sim, o curso foi ótimo, sem dúvida. Mas a angústia pelo não controle do meu tempo e do tempo dos meus clientes, esta... não deveria ter acontecido...