O sofisticado que depende do básico

Pessoa A no treinamento do software: "Devemos preencher todos os campos da tela."
Pessoa B no treinamento do software: "Ok."

Pessoa A no acompanhamento do uso inicial do software: "Devemos preencher todos os campos da tela."
Pessoa B no uso inicial do software no dia-a-dia: "Depois eu preencho isso."

Já viveu isso? Já viu isso acontecendo? Eu já, muitas vezes, por muitos anos.. Pela síndrome da falta de tempo, o que o usuário não julga importante ou não tem o dado fácil, à mão, para registrar não será registrado. Tracinhos preencherão campos com consistências de erro, campos livres ficarão em branco.. Resultado? Os "dados", grande riqueza a ser tratada pelos nossos sistemas, podem ficar incompletos ou incorretos..

Em entrevista no Wall Street Journal, Dennis K. Berman fala sobre os sistemas que "podem digerir bilhões de dados e analisá-los por meio de algorítmos que se adaptam e preparam as conclusões para uso imediato"."Poucos anos atrás, gastaríamos 1 mês para rodar um projeto envolvendo 30 bilhões de cálculos. Hoje isso pode ser feito em 2 ou 3 horas", diz Arnad Gupta. Como evoluimos em sofisticação!

Mas... e o usuário que entra com o dado primário (raw data), será que ele hoje percebe a necessidade do registro completo e íntegro das telas que tem à frente para toda essa sofisticação? Para ele, o alimentador de dados, será que está clara a importância do registro correto e completo dos dados nos sistemas? Ou será que, para ele, mais importante será a rapidez com que ele finaliza as etapas do processo? Que métricas o estarão avaliando?

E nós, os desenvolvedores e vendedores dessa inteligência codificada e compartilhada como software, será que damos a devida e permanente atenção à explicação e ao incentivo ao íntegro uso e preenchimento nos nossos sistemas pelos usuários dos nossos clientes? Como podemos ter e aumentar esta certeza?

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