Você tem solução para um problema que não existe?

As oportunidades estão em todo lugar. Mas elas não são visíveis por todos e é por isso que alguns são chamados de visionários (vêem antes dos outros) e outros não (os seguidores..).

Aumentar, diminuir, cortar, criar e combinar são as 5 formas de lidar com as oportunidades. Tome o que já se tem (produtos, serviços..) e aumente, diminua ou faça combinações entre eles e você terá um novo produto ou serviço para um novo público-alvo, talvez com mais urgência na necessidade (e na compra...). Corte, exclua o que não é competitivo. E crie o que pode vir a ser. Mas sempre preste muita atenção aos problemas ainda sem solução que você tem competência presente e/ou futura para resolver..

Trabalhando assim na solução de problemas, teremos 2 destinos.

No primeiro destino, quanto mais dedicados estivermos em resolver estes problemas, mais conseguiremos "ver" maiores e mais abrangentes problemas a resolver. Numa espiral crescente, essa visão poderá nos tornar então mais competentes e mais dedicados no desenvolvimento de sucessivas soluções (sim, é este cenário que queremos...).

Mas.. num segundo destino... e se o problema que você e sua empresa estão dedicados a resolver não existe, não é importante, não é prioritário, já foi resolvido por outros ou já deixou de existir? E se o benchmarking feito foi tão superficial que não foi percebido que não haverá a chance de aplicar, desenvolver,  lucrar, crescer, expandir, solucionar mais para mais mercados? Qua já existem soluções substitutas, concorrentes, mais inovadoras, líderes? De tão dedicado que você já pode estar, será que há tempo para levantar a cabeça e olhar para os lados e "duvidar" do que está sendo feito de tempos em tempos?

Há ganhos nas certezas, há ganhos também nas dúvidas, e, segundo o psiquiatra Flávio Gikovate, "você mede a potência intelectual de uma pessoa pela capacidade de suportar dúvidas".. Se é assim, quanta dúvida somos verdadeiramente capazes de suportar? E qual é o custo da dúvida que não temos condição nem abrimos espaço para encarar?...

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