Não é o que um fala do outro que torna o outro o que um fala. O que cada um faz define muito mais claramente o que cada um é.

Se é elogio, te alegra? 

Se é crítica ou pressão, te deprime?

Vamos lembrar uma coisa? Para o bem ou para o mal, como elogio ou como ferina crítica, não é o que um fala do outro que torna o outro o que um fala. Em parte, ou em muito, a coerência (ou incoerência) e a intenção de quem adjetiva definem o grau de verdade e o valor do que é falado.

coerência no que é falado? Há conhecimento no que é falado? Ele, o que fala, tem interesses não declarados no que fala? Ele, o que fala, está vendo o que o outro não vê? Ou será que ele, o que fala, está se auto refletindo e não consegue ver o que o outro já enxerga?

Se o grau de coerência ou incoerência e a intenção de quem fala são entendidos, a discussão, agressão, tristeza, depressão ou trauma podem ser então relativizados. Mas se a incoerência e a intenção não são claras e se mostram enganosas, irremediavelmente dependente um pode se tornar do outro. E esta é uma dependência nociva: em seu papel negativo, a dependência da opinião do outro para a sua própria auto significação é opressora e manipulativa.

Que haja menos delírio e mais seriedade, menos trivialidade e muito mais co-responsabilidade pelo bem comum nas relações humanas. Que ninguém esqueça que o que cada um faz define muito mais claramente o que cada um é...

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