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Mostrando postagens de Junho, 2014

O que é mais importante para você: a crítica ou o aprendizado?

Crítico ou aprendiz? Com que olhos você observa sua vida? Com que olhos você se relaciona com o mundo?

Perguntinha simples esta, mas tão importante. A crítica é pesada, o aprendizado é leve. A crítica deprime, o aprendizado entusiasma. A crítica afasta, o aprendizado aproxima. Viver é muito mais fácil aprendendo do que criticando.
O aprendiz em essência não é crítico e até a crítica que lhe é dirigida é percebida como positiva, já que lhe permite parar, observar e ter "mais aprendizado".
O crítico em essência não é aprendiz e até o aprendizado que lhe permitiria crescer e progredir é causa para "mais crítica".
Não importa a situação, cada um é tomado pela sua essência. No sucesso e no insucesso, nos tempos de glória e nos tempos de derrota, o aprendiz procura o aprendizado, vê oportunidade no risco. O crítico levanta logo o dedo da culpa e procura por responsáveis, outros que não ele. Míope, vê apenas mais riscos.
Toda atividade profissional sofre reflexos da nos…

Não julgar, reconhecer. Não defender, investigar.

Sexta-feira tive uma reunião com um grupo de docentes de uma universidade federal e um dos temas abordados foi a qualidade do ensino que tivemos no passado, que temos no presente, e que teremos no futuro. Dentre o muito que foi conversado, o que mais me chamou a atenção foi a frustração, a decepção e até a tristeza que alguns carregavam da época de estudantes. Tristeza e frustração geram respostas e algumas das afirmações feitas iam desde a tentativa de enquadrar seus professores em categorias não muito positivas até à desqualificação de um passado que ali nos tinha colocado juntos (quase como que se alguns tivessem aprendido menos porque tinham tido professores menores...).

Meu ponto de vista foi um pouco diferente do destes. Como estudante, gostava muito de estudar, aprender, ir além, e isto facilitava a minha vida (como é bom não ter fronteiras e saber responder às perguntas dos testes que vinham), a dos amigos (meus cadernos de anotações eram bem conhecidos nas copiadoras da univ…

A certeza ilógica precede a grande mudança

Mudanças disruptivas - que nascem não da evolução mas da quebra do formato anterior de um negócio, de um processo, de uma tecnologia ou de um tipo de vida - são precedidas de uma certeza ilógica.

É exatamente esta certeza ilógica que nos faz surdos às recomendações "seguras" da manutenção do nosso status quo (situação atual, conhecida). Para quem sente esta certeza ilógica, não importa o que é dito. "Sabemos", além da razão, que não há mais tempo nem espaço para a "não mudança"! 
Inflexibilidade? 
Ao contrário! Expansão!

"Certeza ilógica" é por si só um desafio à nossa "razão". Toda certeza "deveria" ser lógica para ser uma "certeza", não é? Esta é a nossa compreensão, este é o nosso limite. Mas não... Brincar com os limites, juntar o que é visto em separado desatrofia o nosso entendimento, alarga a nossa percepção, permite a visão de sincronias
Tudo pode ser maior, mais forte, mais entendido, mais útil, mais hum…

Escolhemos? Ou somos escolhidos?

Decisões, decisões, decisões... Lidamos com "decision trees" (árvores de decisão) a todo momento, decidindo agora e arcando com as consequências que virão logo ou muito tempo depois. Decisões pequenas são mais fáceis. Suas consequências são também pequenas e fáceis de ser revistas caso correções se façam necessárias. Mas... e quanto às decisões maiores, não tão fáceis, nem tão facilmente revertidas? Sou eu - o você - quem as toma? Ou é algo a mais, consciente ou inconsciente, que nos leva a tomá-las ou vê-las tomadas?
Carl Jung dizia que "sincronia é uma realidade sempre presente para quem tem olhos para ver". Que olhos seriam estes? Que visão seria esta? Que sincronia seria esta? Poderiam estes olhos reconhecer significados em coincidências? Poderia esta visão reconhecer nosso papel nas grandes decisões?
Muitas coincidências acontecem no dia-a-dia. Encontros e desencontros... Insights e dúvidas... Acertos e erros... São eles que muitas vezes nos levam a ir em fre…

Características positivas: disciplina e autoconfiança (realista)

Ajuda muito ser e conviver com pessoas que sejam "ao mesmo tempo" (e este detalhe é muito importante) disciplinadas e autoconfiantes.

Quem é disciplinado segue a lei, a regra, o prazo, a condição, o processo, a cultura, a decisão do líder, chefe ou superior.

Quem não é disciplinado rompe, cruza, enfrenta uma ou mais das opções anteriores, seja pela tomada ou pelo adiamento de sua ação ou decisão.

Quem é autoconfiante não sofre se a decisão do superior é diferente da sua. Confia que ele (o líder, o chefe) verá o que ele (o autoconfiante) vê... Pelo realismo com que vê as coisas, mais dia, menos dia, isto acontecerá (se não fosse pelo realismo, talvez não...).

Aí é que entra a importância do detalhe do "ao mesmo tempo":
- a pessoa disciplinada que não tem autoconfiança pode acumular e sofrer com a frustração de ver seu trabalho e opinião preteridos. Sofrendo, poderá perder o estímulo e a capacidade de gerar resultado;
- já a pessoa autoconfiante que não tem discipli…