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Mostrando postagens de Setembro, 2014

Obedecer: sim ou não?

Num momento em que todos querem participar de tudo, falar de obedecer parece um absurdo, não é?

Não, não é.

Quem está numa empresa, numa escola, num projeto, num grupo com um objetivo comum, seja ele qual for, deve se sentir bem e entender o porquê de obedecer.

Obedecemos a quem nos ensina. Obedecemos a quem sabe o que queremos saber. Obedecemos porque confiamos no exemplo e nos éticos valores, princípios, ideias, ações e ideais daquele que nos ordena.

Quem está num momento/período/situação de aprender - e não de ensinar - deve obedecer. Simples assim. Como tentar ensinar o que não se sabe? Vê a ingenuidade, imaturidade e até arrogância em que se vê maior e mais conhecedor do que os outros reconhecem nele? Para os ingênuos, imaturos, arrogantes, resta a perda de tempo pela incapacidade de reconhecer que o momento é de aprender... Que o momento é de falar menos, observar mais, contemplar, absorver, trabalhar muito, experimentar as regras e comprovar as suas consequências... até para p…

Quer mudar o resultado sem mudar como trabalhar?

Era uma vez um profissional bem intencionado que trabalhava até altas horas e não batia suas metas... Esforçado, mas inseguro pela desorganização, desatenção e indisciplina na forma em que trabalhava, não dava conta do muito a fazer, confundia-se na fala, na escrita e no pensamento, atrasava as entregas. Pela clara dedicação ao trabalho, retaliava a noção de que precisava mudar. Tentava, mas não "fazia", quanto tempo perdia...

Como esperar ter um resultado diferente se se nega a realidade e se faz tudo igual ao que não é mais aceitável? Como mudar o que precisa ser mudado "já", sem perder tempo nem recursos, escassos? Como deixar de ser aquele profissional que tenta, tenta, não, não vê e nem age, até o último momento em que já não há mais tempo? Quanto se perde em tempo e dinheiro por não se perceber que para mudar um resultado insatisfatório (a consequência) é necessário mudar a forma de trabalhar (a causa)?

É preciso coragem para ouvir, é preciso coragem para pa…

Qual é a sua oferenda?

Cruzei parte da cordilheira dos Andes a pé mais uma vez neste mês de setembro. Cada peregrinação tem um aprendizado, alarga minha visão. Desta vez, a observação da cultura inca de "oferecer antes de pedir", tão ainda em prática nos Andes, foi o que mais me chamou a atenção.

Oferendas são a base do relacionamento dos andinos com seu sagrado. Em qualquer ritual, da missa católica à benção xamânica, o princípio está na oferenda, no que as pessoas oferecem ao Maior. O pedido? Não é o mais importante, vem depois. O dever vem antes do direito, a oferenda vem antes do pedido. Penso na nossa cultura, onde promessas nada mais são do que o exercício do "pedir antes de oferecer", do direito antes do dever, e esta constatação me incomoda...

Passo a adotar o costume inca. Num ritual xamânico, ofereço meus óculos, meu instrumento de visão (logo vi as possíveis consequências do que tinha feito, ainda bem que o xamã abençoou e devolveu os óculos... :-) ). Cruzando a cordilheira, …

A compra é paga pela compra

A compra é paga pela compra.

"O que?" pode algum desatento perguntar. Explico. A diminuição de ineficiências dos clientes - e a consequente redução dos custos dessas ineficiências - equivaleria  ao montante que poderia ser destinado ao pagamento da própria compra.

Ou seja... os benefícios da compra pagam a compra!

Independentemente de comprarem software (seu ou da concorrência) ou não, clientes têm um ralo por onde se esvai parte do seu capital. Que ralo é este? É o ralo dos diferentes tipos de ineficiências, cujos custos poderiam ser poupados em parte ou no todo em função da automação e dos controles do processo que a inteligência codificada do software, como produto ou serviço, tem condições de prover.

Ou seja... se temos o valor do software metrificado e conhecimento do contexto do cliente pela venda verticalizada, podemos claramente demonstrar para o cliente potencial que o custo da não compra pode ser maior do que o custo da compra. Percebe? E que linda é esta "re…

Autocrítico aceita crítica

Quem é crítico consigo mesmo recebe bem a crítica dos outros. Quem não é crítico no que faz recebe mal a crítica que lhe fazem.

Quanto maior a aceitação à crítica maior é a chance de se entender aquele que critica. Por que, como, em que situação, quando, em quanto... É importante registar o que é dito para analisar o objeto da crítica.

Registro e análise baseada em comparação são o escopo da observação direcionada, focada.

Críticas nascem da falta desta observação direcionada, focada, e são alertas para um modo autômato de viver e trabalhar. Nascem também da falta de compreensão do que fazemos. Neste caso, uma causa frequente é a falta de comunicação entre o crítico e o criticado.

Seja qual for a causa e o propósito da crítica, ela sempre traz conhecimento, revelação. Só por isso, positiva ela já se torna.

Adjetivou, deixou de observar

Observamos, registramos e analisamos comparativamente algo ou alguém até o momento em que o adjetivamos.

Depois da adjetivação, cria-se a catalogação e cai a observação.

Meio radical, sim, mas observe a sua própria observação. Precisamos de conforto, de segurança, de sentir que sabemos, conhecemos.

E aí encontramos uma linha bem fina... Ao querer segurança, corremos risco!

Qual risco?

O risco de perder a atenção na ação e o risco de não observar mais o que está em constante mutação - seja o mercado, a concorrência, o foco do seu trabalho, seus associados e até você próprio!