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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Significado, interlocução, paixão e orgulho

Existem várias barreiras à inovação: "falta de visão, medo de mudanças, falta de competências, a síndrome do "ainda não foi inventado".. Mas também existem várias formas de mudar as regras do jogo da competição através da inovação. Uma delas é "radicalmente" inovar o significado de produtos e serviços. Este é o tema do livro "Design-Driven Innovation", de Roberto Verganti.

"Inovações baseadas em design não surgem do mercado, elas criam novos mercados. Não forçam a adoção, oferecem radicalmente novos significados." 

Como inovar e se diferenciar da competição assim? Segundo Verganti, design não é apenas forma e função. Design significa também "trazer sentido às coisas. Inovação baseada no design é o processo de pesquisa e desenvolvimento para significados".

Como clientes, compramos e usamos tudo o que usamos por razões utilitárias (precisamos do que fazem), mas também por razões psicológicas, emocionais e socioculturais. Portanto, …

Atentos às oportunidades das verticais

2 notícias lidas hoje apontam possíveis verticais naturais para empresas de software estabelecidas em 2 dos estados brasileiros: o Valor Econômico de ontem mostra o Rio como o estado concentrador da inteligência no petróleo (veja), enquanto que o Diário de Pernambuco de hoje mostra Pernambuco como novo pólo naval e automobilístico no Brasil (aqui).

Investimentos de grande porte como estes possibilitarão grandes oportunidades potenciais para empresas de software que se dedicarem a automatizar os variados processos das empresas das verticais investidoras. Afinal, se "software é puro conhecimento num formato codificado" (C.Roeding), quanto maior é a necessidade e o volume de conhecimento complexo e especializado a ser gerado, maior será a necessidade de automatizar esse conhecimento num formato codificado, não é mesmo?

Flash mob no Recife: Feliz Natal!

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ZQOU8JSHMBw&feature=player_embedded

É exatamente aos 2 minutos e 47 segundos desse vídeo que o povo é tomado pela energia desse flash mob realizado pela Globo num shopping do Recife, em comemoração ao Natal. É a hora do grito "Viva o meu Pernambuco!", que arrepia a quem é pernambucano. Só tem uma coisa: não pense que pernambucano é só aquele que nasce no estado de Pernambuco. Aqui dizemos que bastou viver em Pernambuco para ser  pernambucano. Conheço até argentino que diz que nem se acha mais argentino, tãopouco brasileiro.. ele "é" pernambucano!

Por que isso acontece? Pelas pessoas que são encontradas aqui! Gente autêntica, trabalhadora, risonha, hospitaleira, que não se abate nas dificuldades e que sabe criar oportunidades! As universidades e as oportunidades de trabalho, a riqueza cultural, o clima e as belezas naturais também contribuem.. O fato é que muitos (antes principalmente de estados do Norte e Nordeste, mas, no…

Resumo de 2010

Qual seria o valor de uma comunicação que não é entendida? Na minha opinião, nenhum.. Somos seres comunicativos por excelência, e o valor de algo ou alguém só existe se outro alguém o reconhece, o aplica e recebe benefícios desta aplicação...

Digo isto porque sempre me dizem que consigo me comunicar de uma forma clara, concreta e importante para quem eu falo (meu público-alvo). E isso me deixa feliz, porque estas são, na minha opinião, as 3 grandes qualidades da comunicação. Então, usando da conhecida síntese, veja a seguir o resumo de respostas de auto-avaliação dos vendedores de software, coletadas no ano de 2010, em relação ao que são, como são e como podem melhorar e vir a ser em 2011..


Vendedores de SWOnde estamos melhorOnde mais precisamos melhorarComo somosConhecemos o produto e ouvimos os clientesNão conhecemos o mercado e somos ansiososNosso objetivoPreocupamo-nos em oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientesTemos dificuldade em most…

Satisfação = $ + Competência + Propósito + Autonomia

Dinheiro é importante e significa a diferença entre "tranquilidade" e "preocupação". É assim com todos nós. Quando geramos, fazemos e ganhamos dinheiro o suficiente para o que queremos e como desejamos viver (ou seja, se o dinheiro no final do mês não é mais um problema...), temos a segurança de que podemos pagar todas as contas, comprar o que quisermos, viajar para onde desejarmos, ajudar a quem tivermos vontade, investir para o futuro.. Com dinheiro assegurado, no nível que queremos (e isso varia de pessoa para pessoa, sim..), passamos a querer outras coisas. Passamos a nos motivar por outras coisas, além do dinheiro. Este "a mais" passa a ser um conjunto de 3 fatores, segundo a magistral conversa de Dan Pink na RSA (em inglês, vídeo abaixo):

1- Autonomia
2- Competência
3- Propósito

Vamos inverter um pouco a ordem e falar primeiro de Competência, já que ela é a base para que ao profissional seja dada Autonomia - e para que ele consiga enxergar o Propósi…

Fórmula da excelência no trabalho?

A revista Veja divulgou esta semana uma pesquisa feita pela Fundação Estudar que mostra a seguinte fórmula para a "excelência nos estudos":

Excelência nos estudos = + incentivo máximo dos pais e/ou professores + esforço acima da média, competitividade, hábito de planejar e medo zero dos estudantes

Não muda muito quando o estudante entra na vida profissional, muda? Acho que não.. Se existisse fórmula para a excelência na vida profissional, ela poderia ser a seguinte:

Excelência no trabalho = + incentivo máximo dos chefes e/ou mentores (quando temos ou escolhemos um..) + esforço acima da média, competitividade, hábito de planejar e medo zero (com consciência muito maior das consequências..) dos profissionais

Faz sentido? 

Estamos sempre aprendendo e não deixamos de ser estudantes ou aprendizes enquanto vivemos.. Talvez por isso, a fórmula seja similar para tentarmos atingir a excelência no trabalho...

Somos o que fazemos

O que nós somos é o resultado do que fazemos. Ou.. o que nós fazemos demonstra claramente como somos...

Quem é generoso, compartilha.
Quem é pontual, chega na hora.
Quem se prepara, não deixa perguntas sem respostas.
Quem é ativo, não posterga.
Quem vê que quanto mais se sabe mais há a saber, coopera.
Quem quer olhar através dos olhos do cliente, pergunta.

Já...
Quem não pergunta, assume que sabe.
Quem não coopera, não constrói mais conhecimento.
Quem posterga, é inativo.
Quem deixa perguntas sem respostas, não educa.
Quem não chega na hora, gera desperdício de riqueza (tempo!).
Quem não compartilha, não acumula o que recebe em reciprocidade por compartilhar...

Ah, ciclo da vida...

O "para quem" define o "como vender"

A grande maioria das empresas de software tem o foco nos produtos que desenvolve e nos serviços que presta aos seus clientes. Quando vendem, abordam os clientes (todos os clientes..) com a argumentação da qualidade técnica dos produtos e serviços que vende. O discurso é sobre funcionalidades e características técnicas, e a mensagem escrita e visual, assim como a falada, foca as funcionalidades e características técnicas da aplicação.

Mas o "como vender" é, na realidade, definido e facilitado pela prévia definição do "para quem". Para quem você desenvolveu seu software? Para que uso o seu software foi desenvolvido? E que problema/necessidade/desejo "específico e prioritário" (atenção redobrada nesses 2 adjetivos, que evitarão o adiamento da compra..) o seu software ajuda esses clientes reais e/ou potenciais a resolver/atingir?

Se não estiver muito claro quem vai ser "mais beneficiado" pelo seu software, não será clara, concreta, nem importante a …

Seus diálogos são produtivos?

"Guia para diálogo produtivo: se você tem algo útil a dizer, diga. Se não tem, não diga." - Tim Hurson

A regra do diálogo produtivo de Hurson não se aplica nas nossas horas de lazer, mas é ouro nas horas de trabalho e de solução de desafios. Por que? Porque, se tudo o que falamos (quando falamos) no trabalho é útil, não perderemos tempo com o que é inútil. Não perdendo tempo com o inútil, ganhamos tempo - nas vendas, nos lançamentos de produtos e serviços, na correção de problemas, etc.

Posso pensar em outras regras.. Uma regra que me parece importante para a produtividade dos diálogos é "não falar demais". Diálogos devem ser dinâmicos, uma troca verbal de visões, idéias e conclusões "entre pessoas". Se um tenta controlar e monopolizar o diálogo, seja o vendedor ou o diretor, em pouco tempo os demais perdem o interesse naquilo em que não têem chance de participar. O diálogo, a essa altura, virou um monólogo, com consequências não tão boas: para um vendedo…